sexta-feira, 8 de junho de 2012
O dia em que o dia não amanheceu...
Existem situações e decepções que metáfora alguma consegue esconder. Por tal motivo resolvi simplesmente falar das ondas causadas e suas consequências...
Eu cresci acreditando nas pessoas. Idealizava um mundo onde todos sentiam o que diziam e faziam valer suas palavras. Sempre tratei os outros de maneira civilizada e com muito respeito, mesmo não concordando com elas. Não porque gostaria que assim me tratassem, mas sim por achar que assim é o certo.
Com o tempo comecei a me irritar com algumas pessoas e perceber que havia algo além daquele espelho que eu pensava enxergar. Existia um mundo nebuloso e cinza por trás do arco-íris. Tal como a abelhuda que atravessou para o país das maravilhas eu me aventurei em meu próprio mundo de absurdos e incoerências.
Descobri que os melhores amigos podem se tornar na verdade seus piores e mais falsos antagonistas. Descobri que os heróis não existem, ou pior, existem, mas de maneira icônica inversa ao que esperamos que sejam.
Eu depositava muita esperança na humanidade. Assisti uma leve mudança nos paradigmas energéticos e espirituais do mundo. Achei por um segundo que novos tempos afloravam no horizonte e que as próximas gerações viveriam as décadas de ouro que outrora nos fora prometida.
Infelizmente com a luz da mudança vieram à tona aquilo que as sombras escondiam. Defeitos tão bizarros, que simplesmente não mereceriam menção. Mostrou que as pessoas usavam o postergação do momento como desculpa para cruzarem os braços. Que tudo aquilo que era pregado e aludido aos sete ventos não passava de uma casca vazia em sem real propósito. E que feio foi descobrir isso pela milésima vez. Só assim pude entender o quadro todo e ver a pintura como ela realmente é. Feia, sem cor e sem valor.
Talvez minhas palavras não venham a mudar o mundo, nem tenho tamanha pretensão, apenas desejo. Ao menos elas não estarão mais presas dentro de mim assombrando cada canto dos meus pensamentos e me cercando pelas esquinas de meu devaneios.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Toda chuva esconde um arco-íris dentro de si
História de amor geralmente duram noventa minutos, a vida tem histórias bem mais interessantes se prestarmos bem atenção. Sempre haverão tempestades. Muitas vezes elas virão repleta de raios e trovões. Clarões inesperados, que de tão intensos, não te deixarão enxergar um palmo diante do seu nariz. Você estará literalmente a um palmo da verdade, e ainda assim, não poderá vê-la.
Você pode ficar molhado, assustado, sem um pingo de esperança. E se tem uma coisa que eu aprendi é que mesmo quando não a vemos, ela está lá. Presente no universo, presente em nós. Temos nossa cota, eterna. A cada pancada que levamos ela pode até diminuir dentro de nós, igualmente, a cada ponto que ela cai a atenção do universo vai se voltando gradativamente para nós. Como se fosse um alarme.
A nós é dada a chance de resolver as situações que muitas vezes criamos. Alguns preferem resolver pela covardia, e simplesmente "sentam" no tempo, aguardando que não lhes reste mais opção. Assim se vestem de um conformismo covarde, maquiado de resignação e desprezo pelo destino. Outros, por mais que se esforcem, não conseguem enxergar o que lhe está gritando aos olhos. Para esses o universo tem um botão de "pânico" que é acionado antes que a bola caia e o jogo termine. Alguns chama de sorte, outros chama de "o segredo", eu simplesmente chamo de recompensa pela esperança.
Nesse momento, tiramos a água dos olhos e damos uma passo a frente, deixando aquele palmo de insegurança, dor e tristeza para trás.
Ian Thives
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Voltando...
A vida realmente tem um senso de humor peculiar. Talvez ela nem o tenha na verdade. Quem sabe nossa inclinação por sempre buscar algo de bom até mesmo nos piores momentos nos leva a crer que ela tenha. O importante é saber que aquilo que chamam destino prepara tudo para que você chegue onde dever chegar. Ao menos para algumas pessoas.
Você pode fazer mil escolhas, tentar mil desvios e atalhos. Ou pode simplesmente seguir o rumo "normal" das coisas. Não por acaso o destino final será o mesmo. Não foram aleatórias as decisões e circunstâncias que te fizeram ser quem você é, quem somos. Acredito que nascemos com um destino final, como vamos chegar lá é por nossa conta.
Mas tudo depende da nossa vontade e daquilo que realmente queremos. Não o que achamos que queremos.
Alguns conseguem, quando se esforçam absurdamente, desviar do caminho e forjar para si um novo destino. Ou talvez o final sempre fosse aquele, apenas o caminho teria de ser mais duro. Quem sabe...
O interessante é que a calmaria na superfície do lago pode esconder um turbilhão de correntes conflitantes entre si. Aí entra o tal "destino" novamente. Uma pedrinha é jogada no lago e cai com o peso de uma montanha, logo as correntes não mais se digladiam. O caminho é clareado e da escuridão gélida, apenas esperando o impacto passar, ele observa e analisa p caminho até a superfície. E sorri.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
À beira do lago...
Após milênios de distração nosso velho guerreiro percebe-se sentado à beira do lago novamente. Suas águas escuras e profundas hoje guardam mais segredos e histórias do que ele gostaria. Não há nada do que se envergonhar, todos chegamos até aqui por um caminho e nesse caminho coisas aconteceram. Cada uma delas contribuiu um pouquinho para quem você é hoje. Algumas com boas passagens e memórias alegres, outras nem tanto, mas é assim mesmo. Para todos.
Por muito tempo ele olhou para o outro lado do reino e deixou tudo que ele não gostava esquecido e submerso nas escuras águas. Coisas que fariam gelar a espinha da maioria dos mortais. Mas não a dele. Coisas que ele precisa encarar e abraçar antes de se desvencilhar de tudo. Coisas.
Já foi dito aqui que o conhecimento é uma dádiva, mas também pode ser uma maldição. Ele claramente se atirou de cabeça quando os Deuses lhe mostraram a árvore do conhecimento. Por caminhos tortuosos e infestados de tentações ele caminho por séculos. Sua alma não aparenta a idade que tem. Um mundo por trás do mundo. Néctares únicos. Coisas. A ignorância é uma benção desperdiçada por muitos. Se soubessem a verdadeira cor das coisas...
À beira do lago uma infinidade de pensamentos cruzam sua atormentada mente. Tudo que gostaria era de poder reencontrar aquele lugar perdido onde ele simplesmente pudesse colocar de lado seus séculos de batalha, largar suas armas e seu escudo, sentar-se e ter um segundo de clareza. Um segundo seria o suficiente. Apenas um segundo eterno.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Epifania
Vez ou outra sofremos o extremo impacto do universo nos jogando de cara com o muro que sempre pensamos estar distante ou por muitas vezes ter sido deixado para trás. Felizmente a vida é um composta de ciclos e mais ciclos, enquanto você não coletar tudo pelo seu caminho você vai ficar entrando em looping até que consiga encerrar seu ciclo.
A epifania pode ocorrer nos momentos mais estranhos. Geralmente chegam de supetão nos momentos em que menos nos preocupamos com o objeto das revelações. É o famoso ato de ignorar o óbvio. Quando somos acordados sentimos o peso do tempo que perdemos e muitas vezes nos colocamos em situações difíceis por simples capricho.
O que interessa é entender o que vimos, digo isso pois algumas pessoas mesmo diante da verdade tentam olhar para o outro lado, e tomar as atitudes que precisam ser tomadas. Nem sempre é fácil. Toda mudança gera apreensão e possivelmente pressão. Faz parte do processo. Não queira que todos, ou melhor, que ninguém, entenda seus motivos e seus atos. Apenas espere e descubra quem realmente está ao teu lado e quem está convenientemente posicionado próximo a você. A diferença as vezes é tão sútil que até mesmo olhos bem treinados podem ser enganados. Experiência própria.
Mas por que será tão difícil para as pessoas gostarem de nós como verdadeiramente somos? Qual será o mecanismo que nos obriga a mudar na calada da noite sem que percebamos buscando encarnar o o ideal de outra pessoa? E pior, por que será que algumas vezes percebemos isso e ainda assim continuamos no barco ao ver a água entrando? Claro, se eu soubesse tais respostas escreveria um livro e estaria rico...
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
A quietude do estrondo ensurdece meus pensamentos
De dentro da minha caverna ouço o mundo lá fora enlouquecer diante das risadas do caos.
E não sinto vontade de me juntar a eles. Sou de um tempo onde a leveza e a gratidão davam o tom das relações humanas. Um tempo esquecido, que brincava sob um céu sem estrelas e seus egocêntricos gênios repletos de humildade e amizade tão falsos quanto o carinho que sentem por quem dizem amar. Bom tempo aquele. Onde poderíamos não precisar estar lendo sobre as coisas que a humanidade insiste em tentar esquecer. Valores tão básicos. Coisa simples como estar sempre presente daqueles aos quais nos referimos, mesmo quando o que proferimos não é munido da verdade. O importante era ter hombridade. Assumir o papel que se está representando. Hoje fica muito fácil declinar da verdade simplesmente por não ter quem a cobre. Mas no íntimo eles sabem. Isso que importa. A verdade não morre, mesmo que você morra com ela engasgada em você.
Outras vezes tenho vontade de me atirar aos lobos. Lutar com unhas e dentes, ou melhor, com sorrisos falsos e mentiras e ver qual o prazer de ser mais um dentre tantos outros tocados pela escuridão. Deve ser extasiante para que se esforcem tanto assim. Ensandecidos buscam algo que não lhes é devido e não medem esforços para usurpar quando lhes é negado. Em vão sorriem. A história desde seu início pontua os resultados de tais batalhas. vencedor não é aquele que estupidamente vai a luta com as mesmas armas após a milésima derrota, isso não é persistência, é burrice pura e egocêntrica. Sábio é o que aprende com sua derrota e se afasta da insanidade da batalha sem propósito. O mundo não deve ser uma batalha. Apenas para alguns. Que insistem em viver perdendo mesmo quando regojizam-se por minúsculas supostas vitórias.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
BFO
Um Bis por um bom pensamento...
Vez ou outra me pego perguntando para mim mesmo qual o segredo para não desanimar. Adaptação talvez, quem sabe. Talvez tudo seja apenas o modo de aprendermos que nesse mundo precisamos ser auto-suficientes para podermos pegar os sapos que nos tentam fazer engolir e atirar de volta na garganta deles.
Auto-suficientes financeiramente, psicologicamente e o mais importante, mentalmente.
Hoje foi um dia em que me propus dormir cedo. Desliguei tudo e me atirei na escuridão simplesmente ligando o piloto automático e deixando meu subconsciente ponderar e fazer os cálculos a respeito das questões que ricocheteavam em minha cabeça.
Engraçado como achamos que nossa consciência é quem decide as coisas. Bem, talvez decida as mais corriqueiras questões, mas quando o bicho pega esperamos que nossa famosa intuição venha ao nosso resgate. A tal intuição, nada mais é, que um sinal do subconsciente ponderando variáveis que nossa mente consciente não tem a capacidade de perceber, e captar, a respeito de algo que aparentemente não conseguimos decidir por nós mesmos.
É aquele sentimento que parece clarear as idéias e mostra o caminho que de tão óbvio escapava aos nosso sentidos.
Adoro quando entre o estado de sono e o despertar as duas forças mais poderosas do universo se encontram. As faíscas são lindas e trazem à tona sentimentos e idéias que já estavam sendo processadas há muito tempo no "background".
Algumas constatações não são boas, mas mesmo assim vêm para o nosso bem.
Uma boa noite para todos.
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